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Relatório de Abril 2026

|08.05.2026

Comentário Macroeconômico

Internacional

O mês de abril foi marcado pela expectativa de um cessar-fogo entre EUA e Irã, que chegou a ser anunciado em 07/abril, mas que não foi concretizado, pois os dois países não chegaram a um acordo quanto às condições. Os ativos financeiros se comportaram de forma distinta. Praticamente todos se beneficiaram quando ocorreu o anúncio do cessar-fogo, mas alguns ativos voltaram a se deteriorar ao longo do mês e outros não.

Em geral, as taxas de juros, que têm seu desempenho atrelado ao preço do petróleo, retomaram o movimento de alta, enquanto as ações, principalmente de tecnologia, se recuperaram de forma definitiva, não voltando a cair mesmo com as notícias piores do conflito. As revisões para cima nos resultados das empresas de tecnologia e o bom momento do setor explicam esse comportamento.

Brasil

No Brasil, o Real teve forte apreciação, vindo de 5,18 para 4,96, movimento que representa um ganho de 4,3% frente ao Dólar. As taxas de juros tiveram comportamento distinto ao longo da curva, com a parte curta (Jan 27) abrindo um pouco (7 bps), e os vértices mais
longos fechando 5 bps no Jan 29, e 17 bps no Jan 31. O mercado entendeu que o ciclo de corte de juros deverá ser mais curto, enquanto os vértices mais longos refletem a expectativa de que esse ciclo pode ser retomado no futuro. O Ibovespa ficou praticamente estável, mas oscilou bastante, com alta no início do mês, seguindo o anúncio do cessar fogo, e posterior devolução dos ganhos à medida que as notícias da guerra pioraram. Os dados econômicos seguem mostrando que a economia deve crescer ao redor de 2% em 2026, mas a inflação sofreu os efeitos do choque de petróleo e as expectativas foram revisadas para cima, e se situam ao redor de 4,9% esse ano e 4% no ano que vem (Focus). O Banco Central cortou a Selic em 0,25%, para 14,50%, e deu uma ideia no comunicado pós Copom de que pretende seguir cortando, apesar de ter feito a ressalva de que o ciclo pode ficar menor. Preocupa o fato de que as expectativas de inflação mais longas também estejam se deteriorando, como a de 2027 e 2028. No entanto, a taxa de juros alta tem sido uma das principais justificativas para a apreciação do Real.


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